terça-feira, 27 de setembro de 2011

sobre esconder.


Por pouco que a gente precise, são vários objetos que passam pela nossa vida e acompanham nossa história, por diversos motivos, quem faz o ir e vir não é a gente propriamente dito. Varias condições, todas as que sempre são citadas na construção física e psicológica do individuo, cabem aqui na construção da relação pessoa-objeto. Então surge uma nova linguagem, que não é escrita nem falada, é observada nos detalhes, detalhes da sua história não em você mas nos seus objetos, que automaticamente, escracham a sua relação com a sociedade esparrando suas preferências, suas referências, sua residência, sua vivência, sua renda, seus amigos, seus inimigos e enfim, criando pré-conceitos. Mas a grande questão não é como ser visto, ou é? Eu diria que é como se vê.
 Um primeiro passo seria como "ver" isso, se pluriculturalizar, pra entender o óbvio e conscientemente, fugir dele por questões... óbvias! Uma pseudo-utopia de fazer dos seus objetos mais do que objetos, mas sim, armas para desarmar os armados, para contar mitos, para levar suor, para levar carinho, cuidado, iluminação... 
Vamos ver objetos, não só meus mas de todos que cuidam de sua história! Vamos cuidar do "bom gosto" pra que ele não se perca na mãos dos "acionistas", não somos nós que devemos temê-los, são eles que tem que ter medo da gente... 
É impossível não ser visto, mas é possível não ser hipócrita com nossos valores e ideais, sejam passageiros, birras adolescentes ou uma filosofia de vida. As pessoas sinceras, por mais que interajam com a situação de condicionamento de massa desde os primórdios de sua criação, "cuidam" do que lhes lembram algo notório, nostálgico, algo que lhes "causem", mais que o ego, um sentimento, ou até um possível valor ou filosofia.
E sobre os objetos: Eu realmente não acho que existe a necessidade extrema de descrever a historia de cada um, muito é "sensível aos olhos de quem vê", e o texto é só uma enfase na pesquisa... um guia, do pra onde olha e porque, mas despretensiosamente, afinal, uma imagem vale mais do que mil palavras.
E sobre esses objetos: o título explica.

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